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Juro alto, mais recessão




Publicado em 22/10/2015

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A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) de manter em 14,25% ao ano a taxa básica de juros aprofundará a recessão e sinaliza que a equipe econômica do governo do PT abandonou a meta de inflação, com indicação de que apenas em 2017 vai atingir o índice esperado de 4,5%. 

Os reflexos da deliberação repercutirão fortemente na confiança dos investidores na capacidade de recuperação da economia brasileira, e na renda dos trabalhadores, de acordo com o economista José Carneiro, professor do Departamento de Administração da Unb (Universidade de Brasília).

“A leitura do comunicado da decisão do Copom é que o BC desistiu da meta de inflação e que a economia seguirá trajetória recessiva”, afirmou Carneiro. Para ele, a manutenção da taxa básica de juros (Selic) no patamar atual agrava ainda mais a situação das contas públicas porque o governo enfrenta dificuldades para aprovar o ajuste fiscal no Congresso Nacional.

Carneiro diz que sem se esforçar para cortar gastos, o governo aumenta a desconfiança externa sobre o desempenho da economia nos próximos anos. Ele avalia que a oportunidade de sinalizar para o mercado que as despesas públicas seriam reduzidas foi desperdiçada na reforma ministerial. A mudança, segundo ele, produziu pouco efeito por atender mais a interesses políticos da base de apoio do governo no Parlamento do que para equilibrar os gastos.      

“O esforço para cortar gastos não existe”, disse Carneiro, ao considerar que o Congresso tem uma visão mais realista da gravidade da crise que o Executivo. “O Legislativo é que está mais preocupado com a saúde fiscal do País. É uma total inversão de valores”, completou, referindo-se a proposta do relator do Orçamento da União de reduzir em R$ 10 bilhões dos gastos sociais, como o Bolsa Família, em 2016.

“Arrumar a casa”

José Carneiro disse que para “arrumar a casa” e retomar o crescimento da economia, o governo precisará adotar uma série de medidas para estimular o setor produtivo, começando necessariamente pelo corte de gastos com a máquina pública. 

Segundo o economista, um dos caminhos que o governo deveria perseguir para superar a crise e retomar a credibilidade na economia brasileira é adotar medidas pró-competividade com ganhos de produtividade; fazer as reformas fiscal e tributária; e promover uma verdadeira abertura econômica para estimular um novo ciclo de crescimento. “O mercado brasileiro é um dos mais fechados do mundo”, disse.







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